Questões legais, éticas e humanitárias ligadas à utilização da tecnologia nos conflitos armados foram abordadas pelos palestrantes, na primeira parte do Simpósio promovido pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados da Justiça Militar da União (Enajum).

As palestras são transmitidas ao vivo pelo Youtube

O diretor da Enajum, ministro Artur Vidigal, fez a abertura do evento desejando boas-vindas aos participantes e aos palestrantes, logo no início da manhã desta terça-feira (11).

O ministro ressaltou que, além de ser o primeiro evento da Escola em 2023, o Simpósio realiza-se em um momento importante para o mundo, que ao sair de uma pandemia que impactou o mundo, se depara agora com um conflito armado que apresenta um potencial de destruição enorme e que se constitui um desafio para a sociedade internacional e para as nações.

Pela manhã, o professor de Direito Internacional na Brigham Young University Eric Talbor Jensen palestrou sobre “O Direito Internacional Aplicável às Operações Cibernéticas: destaques e perspectivas”.

Em sua apresentação, Jensen ressaltou o impacto que a Internet exerce sobre os conflitos atuais e os desafios decorrentes dos ataques cibernéticos frente ao Direito Internacional e aos Direitos Humanos.

O professor trouxe exemplos de conflitos armados atuais que colocam em xeque conceitos já sedimentados nos conflitos armados tradicionais como uso da força, soberania e a devida diligência, os quais ainda não estão previstos nas leis internacionais.

Para o palestrante, o Direito Internacional dos Direitos Humanos se aplica às atividades cibernéticas e explicou o Manual de Tallin 2.0, um documento acadêmico, não vinculativo, que versa sobre a aplicabilidade da lei internacional na resolução de ciberconflitos.

Jensen informou que algumas situações ocorridas em um combate armado tradicional, já especificadas na lei internacional, ainda não encontram especificação no ambiente virtual.

Ele citou como exemplo a comparação de um ataque armado e um ataque cibernético de um país contra outro Estado. A invasão física territorial de um país por outra nação recebe a reprovação da comunidade internacional com base no Direito Internacional, o que ainda não ocorre com um ataque cibernético. Jensen disse também sobre o fenômeno da desinformação, que foi potencializado pela Internet e o quanto isso impacta negativamente nos projetos de governo e até na saúde da população.

Inteligência artificial

A assessora jurídica do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Georgia Hinds, trouxe ao evento da Enajum um tema instigante para o simpósio: Intensificação da Inteligência Artificial e Autonomia em Conflitos Armados.

A palestrante falou sobre os desafios humanos e éticos que a utilização da Inteligência Artificial (IA) nos campos de batalha gera nas áreas de tomada de decisões, nas operações cibernéticas e nos sistemas de armas autônomas.

Hinds explicou que a Cruz Vermelha acredita que a IA pode ser usada de forma positiva nos campos de batalha, mas a especialista chama atenção para aspectos que devem ser levados em conta para que os Direitos Humanos sejam respeitados.

Ela também falou sobre como ataques cibernéticos podem atingir a população civil e sobre os ataques indiscriminados, que são proibidos pelo Direito Internacional. O fato de não haver um controle amplo das ferramentas de IA, inclusive com a previsibilidade final de sua utilização, dificulta que as regras do Direito sejam aplicadas.

Como exemplo, Hinds levantou a dúvida sobre se uma ferramenta de IA será capaz de cumprir a regra da distinção entre civis e combatentes, que deve ser respeitada em combate.

A palestrante também falou sobre a dificuldade da responsabilização dos entes na ocasião de um problema durante um ataque de uma arma de sistema autônomo. Quem seria responsabilizado nesse caso: o programador, o comandante ou o Estado? A pergunta ainda não tem reposta, mas Hinds explicou que algumas regras precisam ser aplicadas na utilização das ferramentas de IA como o limite nos tipos de alvo; na duração, abrangência geográfica e escala de uso; nas situações de uso e nos requisitos para interação humano-máquina.

Ciberataques e o Direito Internacional

Na parte da tarde, a audiência acompanhou a apresentação de um especialista em Direito Internacional, o professor da PUC-Minas Jorge Lasmar. O tema de sua palestra foi “O ciberespaço e a evolução do instituto jurídico do uso da força”.

Inicialmente ele fez um retrospecto de como os estados-nações se organizaram para tentar criar regras para os conflitos armados internacionais.

Em 1907, recordou ele, foram estipuladas as primeiras regras na segunda convenção de Haia; em seguida, o Pacto da Liga das Nações, em 1919, estabeleceu outras, assim como o Pacto de Briand-Kellog, de 1928. A Carta das Nações Unidas, de 1945, foi um dos últimos dispositivos e um dos mais modernos arcabouços para tratar de regras para a atuação dos Estados quando eles têm de recorrer ao uso da força.   

E quando esse conflito se dá no ciberespaço ou através dele? Quais regras utilizar?

Segundo o professor Lasmar, se a ação infringe os preceitos da Carta das Nações Unidas, não importa o meio usado, ela deverá ser usada. É o parâmetro mais interessante e mais adequado. O professor indica que há critérios para considerar o uso da força em ciberoperações, entre eles o grau de severidade da agressão, a causalidade entre ataque e dano, o caráter militar, o envolvimento físico nas ações, o envolvimento estatal, a legalidade presumida e os efeitos mensuráveis

O especialista ensinou também que há na Internet ou no ciberespaço três dimensões: a física, composta de cabos, ligações e aparelhos; a lógica, que são a programação e os softwares; e a terceira dimensão, muito sensível por sinal, que são as pessoas.

“É aí, nesta última dimensão, que atua a guerra virtual societal, manipulando as informações, disseminando narrativas, subvertendo a integridade dos sistemas políticos, afetando crenças e atitudes, sem se estar em um conflito deflagrado, identificando grupos de ações extremas e as transformando em ações danosas”, disse ele.

A última palestra do dia foi do professor do Uniceub Alexandre Teixeira, um dos coordenadores científicos do evento.

Teixeira falou sobre “A guerra cibernética e a responsabilização penal individual internacional”. Ele trouxe ao Simpósio os mais modernos entendimentos da jurisprudência do Direito Internacional de como penalizar indivíduos e Estados por ações criminosas no ciberespaço.

A jornada desta terça-feira (11) foi encerrada como uma Mesa Redonda e discussão dos temas expostos ao longo do dia.

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Militares da Aeronáutica que realizam o Estágio Técnico Especializado em Serviços Jurídicos visitaram o Superior Tribunal Militar no último dia 4. No STM, eles foram recebidos pelo ministro-presidente, Francisco Joseli Parente Camelo, em seu gabinete.

Antes, o ministro aposentado William de Oliveira Barros apresentou a história e o funcionamento da Justiça Militar da União aos visitantes. O acervo do museu foi outra fonte de conhecimento para os presentes, que puderam conhecer documentos históricos desta Justiça Especializada.

A atividade faz parte do Estágio de Adaptação de Oficiais de Apoio da Aeronáutica 2023 e tem o objetivo de propiciar aos estagiários a identificação do futuro ambiente de trabalho, por meio do conhecimento da sua área de atuação e da dimensão da sua especialidade no contexto da Força Aérea.

Os militares estiveram acompanhados da consultora jurídica adjunta da Aeronáutica, Tania Patricia de Lara Vaz, e da equipe jurídica daquela instituição.

 

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A Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados da Justiça Militar da União (Enajum)  promove, a partir desta terça-feira (11), o Simpósio sobre a “Lei Penal em Conflitos Armados: Peculiaridades da Era da Informação”.

Acompanhe o evento ao vivo

O evento acontece até 14 de abril, no Auditório da Escola, e contará com a participação de professores especialistas em Direito Internacional Humanitário do Brasil e do exterior. 

Durante os quatro dias de simpósio, serão apresentados os eixos temáticos “Ciberespaço e direito internacional dos conflitos armados”; “Aplicação da lei penal e do processo penal dos conflitos armados”; e “Direito internacional dos conflitos armados e atuação da magistratura militar”.

O objetivo do curso é apresentar a jurisdição penal militar em situação de conflitos armados ao considerar os novos desafios da “Era da Informação” relacionados às condutas praticadas no ciberespaço.

No primeiro dia do evento, o eixo temático será "O Ciberespaço e o Direito Internacional dos Conflitos Armados", que começa às 9h20, logo após a abertura oficial do evento, que será feita pelo presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministro Francisco Joseli Parente Camelo. 

A primeira palestra é com Eric Talbot Jensen, professor norte-americano de Direito Internacional na Brigham Young University, com o tema "Manual de Tallinn 2.0: destaques e considerações especiais".

Em seguida será a vez da professora Georgia Hinds, da  Assessoria Jurídica do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), sobre as “Novas Tecnologias Digitais de Guerra”, com a palestra " Aumentando a Autonomia e o Uso da Inteligência Artificial em Conflitos Armados". 

Ainda nesta terça-feira, à tarde, Jorge Lasmar, professor de Direito Internacional da PUC-MINAS, trará o tema "O Ciberespaço e a evolução do instituto jurídico do Uso da Força”. Por fim, Alexandre Teixeira, professor de Direito Internacional no UNICEUB,  fecha com a palestra "A Guerra Cibernética e o novo paradigma da responsabilização penal internacional individual". 

No final do dia haverá uma mesa-redonda para discussão dos temas do dia, com os professores Eric Talbot Jensen  e Jorge Lasmar, sob coordenação do professor Alexandre Teixeira.

Acesse aqui a Programação do Simpósio

Por meio da Resolução nº 322, o Superior Tribunal Militar instituiu o Programa de Residência Jurídica para bacharéis em Direito que estejam cursando especialização, mestrado, doutorado, pós-doutorado ou, ainda, que tenham concluído o curso de graduação há no máximo cinco anos. 

Aprovado pelo Plenário, o Programa de Residência Jurídica da Justiça Militar da União  (PRJ-JMU) tem como objetivo proporcionar o aprimoramento da formação e prática de profissionais do Sistema de Justiça, por meio de atividades de ensino, pesquisa e extensão, bem como o auxílio prático aos magistrados e servidores da Justiça Militar da União no desempenho de suas atribuições institucionais.

A participação de bacharéis em Direito no PRJ/JMU terá duração de até 24 meses e não gerará vínculo empregatício de qualquer natureza entre o Residente e a Administração Pública.

Os residentes deverão receber orientações teóricas e práticas sobre a atuação do Poder Judiciário ao longo do programa, contando com um magistrado-orientador, que pode ser um ministro ou um juiz, dependendo de onde o participante será lotado.  

A administração do programa cabe à Diretoria de Pessoal do STM, sob a orientação acadêmica da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados da Justiça Militar da União (Enajum), porém a gestão do processo seletivo, da contratação e do pagamento dos residentes ficará a cargo de uma empresa Agente de Integração. 

A admissão dos participantes do programa ocorrerá mediante processo seletivo público nacional, de provas objetiva e discursiva, de caráter eliminatório e classificatório, a ser realizado e aplicado pelo Agente de Integração, com a participação de Comissão de Seleção designada pelo ministro-presidente do Superior Tribunal Militar, com indicação das vagas disponíveis na Primeira e na Segunda Instâncias.

Poderão ser exigidos dos candidatos  conhecimentos relacionados às seguintes disciplinas, no mínimo: Direito Constitucional; Direito Penal; Direito Penal Militar; Direito Processual Penal; Direito Processual Penal Militar; Lei de Organização da Justiça Militar da União; e  Legislação Militar.

O Programa de Residência Jurídica foi idealizado por um Grupo de Trabalho da JMU, sob a coordenação do juiz federal substituto Eduardo Martins Neiva e integrado por  Alexandre Hugo Santana Sampaio Netto, da Corregedoria da Justiça Militar da União; Ana Cristina Pimentel Carneiro, Diretoria de Pessoal; Gelva Carolina Piatti De Oliveira Dói, Escola Nacional de Formação e  Aperfeiçoamento de Magistrados da Justiça Militar da União.

No último dia 24, representantes da 4ª Auditoria Militar do Rio de Janeiro (1ª CJM) estiveram na  Universidade Veiga de Almeida (UVA). A visita atendeu a convite do professor Marcelo Nogueira e está inserida no Programa Justiça Militar, Cidadania e Tridimensionalidade e, também, no Projeto Sexta-feira Legal: Conhecendo a Justiça Militar.  

Na ocasião,  o juiz federal da Justiça Militar Jocleber Rocha Vasconcelos e o analista judiciário Aroldo Freitas Queirós, coordenador-adjunto do programa, ministraram palestras. Além de divulgar o Direito e a Justiça Militar, foram disponibilizadas para os alunos e para a biblioteca da UVA as seguintes produções bibliográficas do STM:

"Código Penal Militar Comparado ao Código Penal: artigo por artigo", "Código de Processo Penal Militar: Decreto-Lei n. 1002, de 21 de outubro de 1969. [2. ed. atual.]", Lei de Organização Judiciária Militar (1992)] [6. ed. rev. ampl. e atual.], "Entenda a Justiça Militar da União. 2022" e as cartilhas "Conhecendo a proteção jurídica à mulher militar [2.ed.]" e "Conhecendo a Justiça Militar da União em quadrinhos".

Os pedidos de palestra ou atividades acadêmicas relacionadas ao programa Justiça Militar, Cidadania e Tridimensionalidade podem ser feitos por meio do correio eletrônico: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

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O presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministro tenente-brigadeiro do ar Francisco Joseli Parente Camelo, participou, nesta sexta-feira (31), do Simpósio de Segurança Cibernética dos Tribunais Superiores.

O evento foi realizado na Sala de Sessões da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) e contou com a presença das ministras presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Maria Thereza.

O evento teve por objetivo promover o intercâmbio de ações, boas práticas e recomendações seguidas por órgãos da cúpula do judiciário brasileiro, para o aprimoramento da maturidade em segurança cibernética em todo Poder Judiciário.

Em sua fala, o ministro Joseli  Camelo frisou a relevância do evento para o Poder Judiciário e apresentou alguns avanços do STM na área da segurança da informação, como a implantação de processos de solução de segurança da informação para defesa da rede corporativa e solução de Gestão de Vulnerabilidades. Fez menção, ainda, ao fato de que o STM centraliza todas as ações de Tecnologia e Segurança da Informação da Justiça Militar da União (JMU).

O magistrado destacou, também, os projetos em andamento na Justiça Militar, como a contratação de soluções de segurança que serão integradas às soluções existentes; a capacitação da equipe técnica; e a realização de estudos e ações para o atendimento e adequação dos processos de segurança da informação em consonância com a Resolução do CNJ nº 396/2021, a qual institui a Estratégia Nacional de Segurança Cibernética do Poder Judiciário.

O ministro-presidente finalizou sua palestra levando ao conhecimento da audiência os ataques externos ao portal do STM no ano de 2022, em um total de 167.500 tentativas, e a busca para indisponibilizar o portal, no dia da solenidade de sua posse, no último dia 16 de março, com mais de 1.800.000 requisições.

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Será realizado, nos próximos dias 13 e 14 de abril, o II Seminário Volante da Comissão Nacional de Direito Militar, da Associação Brasileira de Advogados (ABA).

O evento vai ocorrer no Auditório do Centro Universitário UNIFAI, na cidade de São Paulo (SP).

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por meio da plataforma Sympla.

O projeto de seminário volante visa difundir o Direito Militar nas unidades da federação, por meio de profissionais, especialistas capacitados e juristas da área, professores, serventuários da Justiça Militar, magistrados, promotores, bem como militares das Forças Armadas e Auxiliares, a fim de redimensionar o Direto Militar para outras esferas, distribuindo e consolidando conhecimento.

A ação também vai ao encontro da Meta Específica nº 2 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para a Justiça Militar.

O evento contará com a participação da ministra do Superior Tribunal Militar (STM) Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha; do juiz federal da Justiça Militar, da Auditoria Militar de São Paulo,  Ricardo Vergueiro; do  juiz de direito militar, em segundo grau no Estado de São Paulo, Fernando Pereira; do promotor de justiça do Estado de São Paulo, Edson Corrêa; do promotor da Justiça Militar Fernando Teles e do oficial de justiça avaliador federal da Justiça Militar Aroldo Freitas Queirós.

Faça sua inscrição no Sympla 

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A Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados da Justiça Militar da União (Enajum) vai promover, no próximo mês de abril, o Simpósio sobre a “Lei Penal em Conflitos Armados: Peculiaridades da Era da Informação”.

O evento vai ser realizado entre os dias 11 e 14 de abril, no Auditório da Escola, e contará com a participação dos professores especialistas em Direito Internacional Humanitário Alexandre Teixeira e Eduardo Bittencourt.

Durante os quatro dias de simpósio, serão apresentados os eixos temáticos “Ciberespaço e direito internacional dos conflitos armados”; “Aplicação da lei penal e do processo penal dos conflitos armados”; e “Direito internacional dos conflitos armados e atuação da magistratura militar”.

O objetivo do curso é apresentar a jurisdição penal militar em situação de conflitos armados ao considerar os novos desafios da “Era da Informação” relacionados às condutas praticadas no ciberespaço.

Para aqueles que quiserem participar do Simpósio, basta se inscrever gratuitamente.  

Acesse aqui a Programação do Simpósio

Curso de Gestão de Pessoas

A Enajum promove ainda, em 10 de abril, o "Curso Gestão de Pessoas".

Este evento tem o objetivo de sensibilizar os magistrados sobre a importância da temática, trazendo reflexões sobre as consequências de uma gestão inadequada e sobre os resultados positivos de uma liderança humanizada.

Além deste módulo, haverá também, ao longo do ano, mais três módulos que abordarão eixos temáticos específicos, como a comunicação, feedback, equipes de trabalho, resolução de conflitos e estratégias para gestores.

O curso de gestão de pessoas está sob a coordenação científica do vice-diretor da Enajum, ministro Leonardo Puntel, e da juíza federal da Justiça Militar Flávia Ximenes Aguiar de Sousa. 

 

 

A Justiça Militar da União (JMU) comemorou, na manhã desta quarta-feira (29), 215 anos de existência com a entrega das condecorações da Ordem do Mérito Judiciário Militar (OMJM).

O evento ocorreu no Clube do Exército, em Brasília, e reuniu pessoas e instituições que foram agraciadas com a comenda. Entre as autoridades que receberam a honraria, estavam o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Arthur Lira, e os comandantes da Marinha, Marcos Sampaio Olsen; do Exército, Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva; e da Aeronáutica, Marcelo Kanitz Damasceno.

 A Ordem do Mérito Judiciário Militar (OMJM) foi criada pelo Superior Tribunal Militar (STM), em Sessão de 12 de junho de 1957 e destina-se a homenagear pessoas e instituições, públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras, por meio da concessão de insígnias nos seguintes graus: Grã-Cruz, Alta Distinção, Distinção e Bons Serviços.

Palavras do presidente do STM

O presidente do STM e chanceler da OMJM, ministro Joseli Parente Camelo, fez um discurso em que relembrou etapas importantes da história da Justiça Militar da União, desde sua criação, em 1º de abril de 1808, por Alvará de Dom João, príncipe regente de Portugal.

Leia a íntegra do discurso.

“A 1º de abril de 1808, a família real portuguesa estava em solo brasileiro há apenas 70 dias. E este diploma, que institui o ancestral mais remoto de nosso Superior Tribunal Militar, foi o oitavo firmado pelo príncipe Dom João desde aquele 22 de janeiro em que aportou em Salvador na Bahia. Dentre os Diplomas de grande relevo histórico, antecederam-lhe apenas a Carta Régia que abriu os portos brasileiros às nações amigas e o decreto que nomeara os ministros e secretários de estado”, afirmou.

Segundo o ministro Joseli, havia nesse ato a intenção de criar um aparato judicial que pudesse julgar “com conhecimento, isenção e de forma precisa” os crimes militares, a fim de assegurar que o Exército e a Armada real pudessem cumprir as missões a eles atribuídas.

“Por esse motivo é que a justiça militar brasileira precedeu até mesmo a justiça civil, que, a rigor, somente se estabeleceu 21 dias depois, com o alvará de 22 de abril, que criou o tribunal da mesa do desembargo do paço e da consciência e ordens”, explicou o presidente.

“Com este breve relato, tive a intenção de mostrar de onde viemos, para o que viemos e o que somos hoje – um bem de inestimável valor para o Povo Brasileiro, e por isso mesmo imprescindível para que a nossa Pátria possa trilhar um caminho seguro, alicerçado na certeza de que somente uma Nação sustentada pelos fortes pilares de um Estado Democrático de Direito, tendo por protagonista maior cada um dos Poderes da República convivendo em paz e harmonia, será a grande força necessária a nos impulsionar para um futuro próspero, sem fome, sem guerras e onde o nosso Povo possa sonhar com dias cada vez melhores”, concluiu o ministro.

Ao final de sua fala, o presidente do STM cumprimentou todos os agraciados, entre eles os magistrados e servidores que compõem a Justiça Militar da União, “que são o elo forte a sustentar com a presteza e a eficácia jurisdicional essencial ao cumprimento de nossa Missão”.

 

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Na última segunda-feira (27), a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados da Justiça Militar da União (Enajum) e a Escola Superior de Defesa (ESD) assinaram um Protocolo de Intenções.

O protocolo foi firmado pelo vice-almirante Paulo Renato Rohwer Santos, comandante da ESD, e pelo ministro do Superior Tribunal Militar (STM) Artur Vidigal de Oliveira, diretor da Enajum. 

O objetivo é o desenvolvimento de iniciativas de intercâmbio e cooperação acadêmica e cultural entre as duas Escolas.

Diversas ações já estão planejadas, como o desenvolvimento de pesquisas, ensino e extensão em temas específicos; intercâmbio de estudos nas áreas de ciência, tecnologia e inovação; e a estruturação para o estabelecimento de políticas públicas, concepção e planejamento de cursos para capacitação profissional de magistrados e servidores públicos, civis e militares.

O Protocolo de Intenções estabelece prazo de vigência de cinco anos e poderá ser alterado por meio de termo aditivo, mediante solicitação de um dos participantes.

O evento de assinatura contou com a presença do presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministro Francisco Joseli Parente Camelo.