A ministra do Superior Tribunal Militar, Verônica Abdalla Sterman, participou nesta terça-feira (26) da abertura do evento “A proteção das meninas da infância à adolescência: o direito à dignidade, à saúde e à educação”, promovido pelo Superior Tribunal de Justiça em parceria com o Instituto Alana. A magistrada representou a presidente do STM, Maria Elizabeth Rocha.
Realizado ao longo da tarde, o encontro reuniu autoridades, magistrados, especialistas e representantes da sociedade civil para promover o debate sobre a proteção integral de meninas desde a infância até a adolescência, com foco na garantia dos direitos fundamentais à dignidade, à saúde e à educação.
Durante a cerimônia de abertura, a ministra Verônica Sterman destacou a importância de ampliar políticas públicas e ações institucionais voltadas à proteção das meninas e à promoção da igualdade de oportunidades. Em seu discurso, ela ressaltou a necessidade de enfrentar problemas como a pobreza menstrual, a invisibilização de doenças que afetam mulheres desde a adolescência e a baixa representatividade feminina em espaços de poder.
“Não podemos tolerar que o futuro de uma menina seja definido pela sua vulnerabilidade”, afirmou a ministra ao defender o fortalecimento das redes de proteção à infância e à adolescência.
Ao abordar sua trajetória pessoal e profissional, Verônica Sterman lembrou que é a segunda mulher a ocupar uma cadeira no STM em 219 anos de história da Corte. Segundo ela, a presença feminina em posições de liderança possui impacto simbólico e social para as novas gerações.
A ministra também destacou a relevância da atuação conjunta entre instituições do sistema de Justiça e organizações da sociedade civil. Ela afirmou que a articulação entre órgãos como o STM, o STJ, o CNJ e o STF é fundamental para ampliar políticas de proteção e reduzir vulnerabilidades que atingem meninas em diferentes contextos sociais.
Em sua fala, Verônica Sterman enfatizou ainda que, embora o STM tenha competência específica na Justiça Militar, a proteção da infância e da adolescência ultrapassa limites institucionais. Segundo a magistrada, a estrutura e a presença nacional da Justiça Militar da União podem contribuir para ações de educação em direitos e promoção da saúde integral de meninas ligadas ao universo das Forças Armadas.
O evento contou com a presença da ministra do STJ Maria Thereza de Assis Moura, da chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente, Mayara Silva de Souza, da presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, Vanessa Mateus, e de Ana Lúcia Villela, representante do Instituto Alana.



