ALINE DIAS PAZ ROGERS

O Superior Tribunal Militar (STM) tornou pública uma alteração pontual no Edital nº 15 – STM, que rege o concurso público para o provimento de vagas e formação de cadastro de reserva nos cargos de Analista Judiciário e Técnico Judiciário da Justiça Militar da União (JMU).

O Edital nº 16 – STM, publicado hoje (26) no Diário Oficial da União, informa que o resultado final do certame foi homologado pelo Plenário do STM e que o prazo de validade do concurso tem início a partir da data de publicação do documento - ou seja, 26 de novembro de 2025.

As demais disposições seguem inalteradas.

Participe nesta quinta-feira (27) do I Fórum Nacional das Mulheres Juristas, promovido pelo Superior Tribunal Militar em sua sede, em Brasília. O evento é organizado pelo Comitê Pró-Equidade e de Políticas Antidiscriminatórias.

O Fórum tem os seguintes objetivos:

- Sopesar os desafios enfrentados pelas mulheres no campo jurídico;

- Discutir os avanços e perspectivas da atuação das juristas;

- Fomentar a criação de redes de apoio mútuo;

- Incentivar a cooperação interinstitucional entre as profissionais.

A programação começa às 13:30, no Auditório do STM, e se estende até às 19:00, e contará com palestrantes de renome que você conhecer nas imagens abaixo.

As inscrições para as modalidades presencial e online podem ser feitas aqui.

Inscreva-se!

 

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O Superior Tribunal Militar promove hoje (24) o Seminário Internacional “Formas Inovadoras de Combate à Violência: A Importância da Defesa para a Garantia dos Direitos Humanos”, na sede do Tribunal, em Brasília, das 13:30 às 18:00.

ASSISTA AO VIVO AQUI

O evento marca o lançamento do Programa Diálogos Globais, iniciativa do Comitê de Governança e Relações Internacionais que visa aproximar o STM de instituições e especialistas nacionais e estrangeiros, fomentando o intercâmbio técnico, acadêmico e institucional sobre temas estratégicos de defesa, governança e direitos humanos.

O seminário reunirá magistrados, servidores, militares, acadêmicos, diplomatas e especialistas em geopolítica, defesa e direitos humanos para um debate plural e estratégico sobre o papel transformador da Justiça no século XXI.

Programa Diálogos Globais

Num contexto global em transformação, em que as fronteiras entre segurança, justiça e dignidade humana se entrelaçam, o Programa Diálogos Globais surge como um espaço permanente de reflexão e cooperação internacional, reforçando o papel da Justiça Militar da União na construção de instituições mais transparentes, eficazes e humanizadas, alinhadas ao ODS 16 da Agenda 2030 das Nações Unidas.

Participe do Seminário. A Justiça é global — e começa no diálogo.

 

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A Câmara dos Deputados celebrou nesta quarta-feira (18) quatro anos de vigência da lei que reforça a proteção da dignidade das vítimas durante o processo judicial - Lei 12.245 de 2021, batizada de Lei Mariana Ferrer. A sessão solene foi presidida pela deputada Delegada Ione (Avante-MG).

O evento reuniu autoridades do Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e representantes da sociedade civil. O ministro do Superior Tribunal Militar Artur Vidigal de Oliveira, a juíza auxiliar da presidência do STM Amini Haddad  e a ouvidora da Mullher da Justiça Militar da União, Denise de Melo Moreira, participaram da sessão.

Artur Vidigal, um dos cinco ministros civis da Corte, exaltou a importância da lei para a proteção da dignidade da vítima no sistema de justiça, ressaltando, no entanto, que sua existência não deveria ser necessária. “Sua existência é o recado formal de um fracasso civilizatório”, discursou o ministro na tribuna do Plenário da Câmara, ao enfatizar que a vítima, quando entra em um tribunal, busca a reparação: “Ela deveria encontrar um santuário de acolhimento e não uma nova agressão”.

Presente na cerimônia, Mariana Ferrer, vítima de violência e revitimização durante o julgamento do seu caso, foi homenageada pelas autoridades e oradores presentes.  Ela concluiu neste semestre o curso de Direito e atualmente exerce cargo de assessora na presidência do STM.

A Diretora de Relações Internacionais da Associação Paulista do Ministério Públicao, Celeste Leite do Santos, destacou em sua fala que a lei é um divisor de águas na defesa da dignidade das vítimas. “Ela não apenas coíbe condutas abusivas em audiências, mas reafirma o compromisso do Estado brasileiro com um processo penal justo e respeitoso”.

A 2ª Audiência Pública do Observatório Pró-equidade, dedicada ao debate sobre atendimento humanizado às vítimas de violência, já mobiliza dezenas de instituições confirmadas para participação. Com o tema “Protocolos unificados de atendimento às vítimas de violência”, o encontro será realizado no dia 10 de dezembro, às 14h, no auditório do Superior Tribunal Militar (STM), em Brasília-DF. A iniciativa é promovida pelo Observatório Pró-Equidade da Justiça Militar da União.

Presidida pela ministra Maria Elizabeth Rocha, a audiência reunirá especialistas, representantes da sociedade civil e acadêmicos para discutir mecanismos e práticas que garantam atendimento digno, ágil e humanizado às vítimas de violência, fortalecendo políticas públicas integradas e interinstitucionais, em rede.

“A pretensão é unirmos toda a rede de assistência, com a institucionalização de uma inteligência habilitada à integração de todos os canais de atendimento às vitimas de violência, inclusive sob controle de acesso georreferenciado, para medidas urgentes e emergenciais”, esclarece a coordenadora do Observatório, juíza auxiliar da presidência Amini Haddad Campos.  

A atividade será estruturada em quatro eixos temáticos - segurança, justiça, saúde e assistência social- e contará com manifestações orais de 3 a 10 minutos, conforme edital. Contribuições  por escrito poderão ser enviadas até o dia 25 de novembro pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Todo material encaminhado será analisado pelo Grupo de Trabalho do Comitê.

Aberta ao público, a audiência terá transmissão ao vivo pelo canal do STM no YouTube, ampliando o alcance e a participação da sociedade civil no debate sobre políticas de atendimento às vítimas.

Conheça aqui a lista de inscritos:

 

Segurança

Adriana Romana Dolis Bierings

Delegada/Delegacia Especial de Atendimento à Mulher/Polícia Civil do Distrito Federal

João Bosco Rodrigues Silva Júnior

Delegado/Divisão de Repressão ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes/Polícia Federal

Luiz Augusto

Agente de Polícia/Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente/Polícia Civil do Distrito Federal

Renata Braz das Neves Cardoso

Tenente-Coronel da Polícia Militar do Distrito Federal/Chefe do Centro de Políticas de Segurança Pública da Polícia Militar do Distrito Federal

Sheila Carvalho

Secretaria de Acesso à Justiça/Ministério da Justiça

Valéria Martirena

Agente de Polícia/Delegacia da Criança e do Adolescente/Polícia Civil do Distrito Federal

Leandro Arbogast da Cunha

Coordenador-Geral de Políticas de Prevenção à Violência e à Criminalidade/Secretaria Nacional de Segurança Pública/Ministério da Justiça

Judicial

Ana Tereza Ribeiro Salles Giacomini

Promotora/Coordenadora da Casa Lilian/Ministério Público de Minas Gerais

Anne Teiva Auras

Defensora Pública do Estado de Santa Catarina

Alice Bianchini

Advogada

Carmela Grune

Advogada

Caroline de Paula Oliveira Piloni

Promotora JMU / Secretaria de Promoção do Direito das Vítimas /Procuradoria Geral da Justiça M

Catarina Orbage de Britto Taquary Berino

Professora de Direito da Mackenzie

Chimelly Louise de Resenes Marcon

Promotora de Justiça/Ministério Público do Estado de Santa Catarina

Clarisa Somesom Tauk

Juíza Auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça / Juíza do TJSP

Davi Quintanilha Failde de Azevedo

Defensor Público do Estado de São Paulo

Emmanoel Arcanjo de Souza Gagno

Procurador / Núcleo de Apoio às Vítimas de Violência/Ministério Público do Espírito Santo

Eneida Orbage de Britto Taquary Berino

Professora de Direito da Mackenzie

Fernanda Barreto Naves

Procuradora do Trabalho / Coordenadoria de Promoção da Igualdade de Oportunidade e Eliminação da Discriminação no Trabalho

Giselle Kirmse Rodrigues

Defensora Pública do DF

Hebert Batista Alves

Membro do Comitê dos Direitos da Pessoa com Deficiência em Âmbito Judicial do CNJ

Isabella Benitez Galves

Defensora Pública do Estado de São Paulo

Jaqueline Ferreira Gontijo

Promotora /Núcleo de Atenção às Vítimas/Ministério Público do Distrito Federal e Territórios

Liana Lidiane Pacheco Dani

Defensora Pública Federal

Liane Slobodian Motta Vieira

Presidente da Comissão de Apoio às Vítimas de Crimes / OAB/PR

Luciano Aragão

Procurador do Trabalho / Coordenador Nacional da Coordenadora Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas

Patrícia Siqueira

Promotora /Comitê de Defesa dos Direitos das Vítimas/Conselho Nacional do Ministério Público

Thaís Tarquínio Oliveira

Promotora /Núcleo de Atenção às Vítimas/Ministério Público do Distrito Federal e Territórios

Rafael Lessa Vieira de Sá Menezes

Defensor Público do Estado de São Paulo

Rafaela Mikos

Defensora Pública da União

Rafaela Ribeiro Mitre

Defensora Pública do Distrito Federal

Ramona Anchieta

Promotora  do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios

Roberta Ferme

Juíza auxiliar da Corregedoria Nacional do CNJ / Juíza do Trabalho no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região

Saúde

Gabriella Bonifácio

Coordenação-Geral de Demandas de Órgãos Externos da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde

Giselle Crosara Lettieri

Advogada do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal

Helga Regina Bresciani

Conselheira do Conselho Federal de Enfermagem

Mércia Gomes Oliveira de Carvalho

Consultora de Promoção da Saúde do Conselho Nacional de Secretários de Saúde

Natasha Slhessarenko

Médica

Ricardo Weibe Tapeba

Secretaria de Saúde Indígena/Ministério da Saúde

Aline Albuquerque Sant´anna de Oliveira

Advogada Pública da União/Ministério da Saúde

Assistência Social

Denise Argemi

Coordenadora Nacional - Estados Gerais das Mulheres - Brasil (Bancos Vermelhos Oficial)

Giselle Ferreira

Secretaria da Mulher do Distrito Federal

Leonardo Vianna

Diretor de Assistência Social da Marinha

 

 

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou nesta semana, durante o Encontro das Comissões de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação, o jogo “Equipe de Respeito”, uma nova ferramenta de capacitação desenvolvida para apoiar o trabalho das Comissões em todo o país. A apresentação oficial foi conduzida pela juíza federal da Justiça Militar Natascha Maldonado, que destacou o caráter inovador da iniciativa.

O jogo é fruto de uma parceria entre a Justiça Militar da União (JMU) e o CNJ, e foi desenvolvido por uma equipe formada por membros da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação da JMU (Comprev-JMU), além de servidores e colaboradores terceirizados de diversos tribunais brasileiros, indicados pelo Conselho.

Voltado especificamente aos membros das Comissões, o “Equipe de Respeito” busca fortalecer a segurança e a confiança dos profissionais no atendimento às notícias de assédio e discriminação. Para isso, utiliza um método de letramento lúdico que combina storytelling e tomada de decisões, permitindo que os usuários vivenciem situações simuladas e aprendam a lidar com elas de maneira prática e contextualizada.

O jogo é multiplataforma — pode ser acessado por smartphone, tablet ou computador — e não exige download: basta acessar o QR code. Ao longo da experiência, os participantes recebem feedbacks educativos, que reforçam o aprendizado e contribuem para a formação contínua dos integrantes das Comissões.


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O Superior Tribunal Militar (STM) realiza nesta quarta-feira (19), às 16h, a Sessão Especial de Despedida do ministro Odilson Sampaio Benzi, em virtude de sua aposentadoria.

O ministro Benzi tomou posse no STM em 2014 e ocupa uma das quatro cadeiras destinadas ao Exército Brasileiro, conforme previsto na Constituição Federal.

O general de Exército Flavio Marcus Lancia Barbosa, cuja indicação foi aprovada pelo Senado Federal no último dia 12, assumirá a vaga aberta pela aposentadoria do ministro Benzi. O militar aguarda agora o ato de nomeação por parte do Presidente da República. A posse deve ocorrer ainda este ano.

A Sessão Especial de Despedida será transmitida ao vivo pelo canal do STM no YouTube.

O Superior Tribunal Militar (STM) foi um dos agraciados do 2º Prêmio de Equidade Racial do Poder Judiciário, conquistando o terceiro lugar no eixo Desempenho. A cerimônia de entrega ocorreu nesta segunda-feira (17), na sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília.
O tribunal foi representado pelo vice-presidente e corregedor, ministro Francisco Joseli Parente Camelo, e pela juíza auxiliar da Presidência e coordenadora do Comitê Pró-Equidade e de Políticas Antidiscriminatórias do STM, Amini Haddad.

A premiação reconheceu as cortes brasileiras por suas ações e práticas no combate ao racismo estrutural e na promoção da igualdade racial dentro do sistema judiciário.

Presidente do CNJ e do Supremo Tribunal de Justiça (STF), o ministro Edson Fachin abriu o evento e afirmou a importância de o Conselho cumprir o dever de contribuir na construção de uma sociedade mais justa e solidária, sem discriminação.

O magistrado apontou que o racismo estrutural está na vida concreta da sociedade brasileira e elogiou os 13 tribunais premiados, que agem para garantir a equidade na Justiça e refletir a diversidade da sociedade. “Esse prêmio é um selo de responsabilidade. A presença de pessoas negras na magistratura, nas chefias e nos quadros de servidoras e servidores não é uma concessão, é condição sem a qual a legitimidade democrática do Judiciário não se instala plenamente”, pontuou.

A premiação, organizada em dois eixos, busca valorizar iniciativas concretas de enfrentamento ao racismo estrutural no Judiciário. A categoria Boas Práticas reconhece ações e programas inovadores desenvolvidos pelos tribunais, enquanto Desempenho avalia quantitativamente os resultados por meio do Indicador de Desempenho na Promoção da Equidade Racial (Iper).

O instrumento mensura a representatividade de pessoas negras em cargos de magistratura, servidores e funções de chefia, além de considerar a participação em comitês e eventos institucionais. Também são pontuadas ações como capacitações em equidade racial, campanhas de conscientização, canais de denúncia e programas de incentivo à diversidade.

No eixo Desempenho, o primeiro lugar foi dividido entre o Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) e o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), ambos com 100% da pontuação relativa. No eixo Desempenho, o segundo lugar foi atribuído ao Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) e o terceiro ao Superior Tribunal Militar (STM), único agraciado entre os tribunais superiores. 

O Prêmio Equidade Racial integra o Pacto Nacional do Judiciário pela Equidade Racial, iniciativa do CNJ que contou com a participação de 89 tribunais de todo o país.

As ações do STM 

O Indicador de Desempenho na Promoção da Equidade Racial (Iper), regulamentado pelo CNJ, mede o comprometimento dos órgãos do Poder Judiciário no combate ao racismo e à discriminação racial e avalia o desempenho com base em critérios como a representatividade de servidores e magistrados  negros em diversos níveis e a qualidade de ações afirmativas, como capacitações e eventos com palestrantes negros.

Com base nesse indicador, o STM aprimorou suas ações, que resultaram na premiação do CNJ.

Abaixo, alguns dos resultados apresentados pela Justiça Militar da União:

  • Composição de Comissões e Comitês: entre os 44 Comitês e Comissões, 32 mantém pessoas negras em sua composição.
  • Eventos com palestrantes negros: no período analisado pelo CNJ, foram realizados 18 eventos com 89 palestrantes, sendo que 31 eram negros.
  • Eventos de sensibilização: na Primeira Instância foram realizadas Rodas de Conversas sobre questões raciais, com a participação direta de 119 servidores e magistrados.
  • A ministra-presidente, Maria Elizabeth Teixeira Rocha, em um dos primeiros atos de sua gestão, em 25 de abril, recebeu em seu gabinete 25 lideranças Indígenas, que apresentaram as necessidades de seus povos e suas perspectivas.
  • 389 servidores realizaram curso de Letramento Racial.
  • O STM produziu e veiculou em seus canais de comunicação internos e externos, e nas redes sociais campanhas de orientações contra o racismo e a discriminação, como a “Semana de Letramento Racial JMU” e “Antirracismo na Prática JMU”.
  • O STM passou a fazer parte da Rede Equidade, composta por mais de 40 instituições públicas que buscam promover a diversidade e a inclusão por meio de ações conjuntas.

Fonte: STM com CNJ

 

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O Superior Tribunal Militar promove, no próximo dia 24, o Seminário Internacional “Formas Inovadoras de Combate à Violência: A Importância da Defesa para a Garantia dos Direitos Humanos”, na sede do Tribunal, em Brasília, das 13:30 às 18:00.

O evento marca o lançamento do Programa Diálogos Globais, iniciativa do Comitê de Governança e Relações Internacionais que visa aproximar o STM de instituições e especialistas nacionais e estrangeiros, fomentando o intercâmbio técnico, acadêmico e institucional sobre temas estratégicos de defesa, governança e direitos humanos.

O seminário reunirá magistrados, servidores, militares, acadêmicos, diplomatas e especialistas em geopolítica, defesa e direitos humanos para um debate plural e estratégico sobre o papel transformador da Justiça no século XXI.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas aqui: INSCRIÇÕES.

Programa Diálogos Globais

Num contexto global em transformação, em que as fronteiras entre segurança, justiça e dignidade humana se entrelaçam, o Programa Diálogos Globais surge como um espaço permanente de reflexão e cooperação internacional, reforçando o papel da Justiça Militar da União na construção de instituições mais transparentes, eficazes e humanizadas, alinhadas ao ODS 16 da Agenda 2030 das Nações Unidas.

Participe do Seminário. A Justiça é global — e começa no diálogo.

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Em uma palestra sobre o papel da democracia na sociedade, nesta terça-feira (11/11), no Supremo Tribunal Federal (STF), a presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministra Maria Elizabeth Rocha, usou o tradicional conceito a respeito das democracias - "a despeito das eventuais vicissitudes, ainda se afigura como o melhor dos regimes" - para reafirmar que é o sistema político que permite alternância do poder, o sufrágio, a liberdade de expressão e as inúmeras garantias fundamentalizadas em prol dos cidadãos.

"Por outras palavras, a democracia não é forma de governar perfeita ou que agrade por completo, mas soa bastante convincente na medida em que, sem dúvida alguma, é a que mais atende às expectativas do homem enquanto ser coletivo. Suas vantagens superam as desvantagens e, a despeito de suas imperfeições, um Estado democrático é extremamente saudável à vida cidadã digna e plena", afirmou a ministra, concluindo: "Até porque quais seriam as alternativas?".

Ela abriu o painel “A democracia está em risco?”, parte da programação da 5ª Semana Victor Nunes Leal, que aconteceu na Biblioteca do STF e contou com a participação do ministro aposentado do STF Carlos Ayres Britto e o ex-ministro da Justiça Torquato Jardim.

Em sua fala, a ministra Maria Elizabeth explanou sobre as novas formas de participação popular na sociedade moderna, a partir do uso disseminado da internet, que, na sua opinião, promoveu uma reconfiguração dessa participação, redefinindo os rumos da democracia e o desenvolvimento do constitucionalismo.

“É inegável a abertura de novos espaços de discussão propiciados pelas mídias eletrônicas e pela reinvenção da participação cidadã no debate público, inaugurando locus de reivindicações e de contestações cívicas exercidas no ambiente privado", afirmou, destacando a importância de novos espaços de debate e novas redes de comunicação em prol da democracia: "Por meio delas, há maior visibilidade das insatisfações no debate público aberto. É inolvidável que, nas democracias contemporâneas, os cidadãos adquiriram novo lugar para se expressarem: o espaço cibernético. Ele possibilitou a difusão de gestos de natureza cívica, social, cultural, política e econômica conectados ao Estado".

Mas ressaltou: “Por óbvio, estou a me referir às boas práticas digitais e não aos discursos de ódio perpetrados no anonimato da rede mundial de computadores. Contudo, até esses merecem análise sociológica porque são resultado do descrédito do regime representativo e da insuficiência da integração – em sua dimensão ética e moral – entre Estado e cidadão.

Para Maria Elizabeth, essa dissensão não deve provocar rupturas constitucionais ou quebra do pacto político: “Antes, compete aos atores divergentes respeitar o Contrato Social sob pena de conspurcar conquistas arduamente alcançadas ao longo da historiografia pátria”.

O evento faz parte das atividades do Instituto voltadas à promoção do pensamento jurídico e à valorização do legado de Victor Nunes Leal, jurista brasileiro que integrou do STF e é importante referência na defesa do Estado de Direito e da ética pública.

 

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