Dirigentes da Panahgah, uma ONG brasileira comprometida com práticas de acolhimento a imigrantes, estiveram com a ministra-presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha, para expor a atual situação de centenas de afegãos que receberam visto humanitário no Brasil.
Entidades como a Panahgah trabalham no acolhimento e integração desses imigrantes que saíram do Afeganistão após a retomada do poder pelos talibãs, em agosto de 2021. Eles são recebidos por famílias, empresas e entidades comprometidas com a causa aqui no Brasil, de forma a apoiar o migrante forçado a reconstruir sua vida em um lugar seguro.
A Panahgah comprometeu-se a atender 500 das 1.500 vagas de visto humanitário ofertadas pelo governo federal; já trouxe 354 afegãos ao país nestas condições e os 146 restantes têm chegada prevista até abril - além de ter trabalhado na recepção a outros mil cidadãos daquele país. Estima-se que cerca de 10 mil pessoas do Afeganistão entraram no Brasil desde 2021.
Em 2021, a ministra Maria Elizabeth foi uma das vozes do poder público que apoiaram a causa, que teve como primeiro resultado a vinda para o Brasil de 11 juízas afegãs que passaram a ser perseguidas pelo novo regime político do Afeganistão. E a juíza auxiliar da presidência do STM Amini Haddad trabalham em conjunto na defesa dessa causa.
A ministra recebeu das dirigentes da Panahgah, Sophia Nobre Santiago e Sindy Nobre Santiago, um relatório com dados sobre o atendimento, serviços prestados e distribuição dos imigrantes pelo país. O encontro aconteceu no dia 10 de fevereiro, na sede do Tribunal, em Brasília.

