DINOMAR MIRANDA DOS SANTOS

O Juiz Federal da Justiça Militar, Rodolfo Rosa Telles Menezes, foi condecorado, no dia 12 de fevereiro de 2026, com a Medalha do Mérito Tamandaré, uma das mais tradicionais honrarias concedidas pela Marinha do Brasil.

A cerimônia ocorreu nas instalações da Capitania dos Portos do Ceará (CPCE), em Fortaleza, e reuniu autoridades civis e militares.

A distinção é destinada a personalidades e instituições que tenham prestado relevantes serviços à Marinha, contribuindo para o fortalecimento das tradições navais e das instituições militares brasileiras.

Ao conceder a medalha ao magistrado, a Força Naval reconheceu sua atuação institucional e sua contribuição ao aprimoramento das relações entre o Poder Judiciário e as Forças Armadas.

A solenidade foi conduzida pelo Capitão de Mar e Guerra Bruno Rocha de Sousa Teixeira, Capitão dos Portos do Ceará, que destacou a importância do diálogo permanente e da cooperação entre a Justiça Militar da União e a Marinha do Brasil.

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A Auditoria da 10ª Circunscrição Judiciária Militar (10ª CJM), sediada em Fortaleza (CE), promoveu, no dia 12 de fevereiro de 2026, uma tarde de debates voltada aos Assessores Jurídicos de Organizações Militares (OM) das Forças Armadas.

O encontro foi realizado no plenário da unidade judiciária e conduzido pelo diretor de Secretaria, Jussiê Saldanha Fernandes Junior.

A iniciativa teve como objetivo central o aperfeiçoamento técnico dos assessores e o fortalecimento da integração institucional entre a Justiça Militar da União e as Organizações Militares localizadas na área de jurisdição da 10ª CJM, que abrange os estados do Ceará e do Piauí.

Participaram do evento assessores jurídicos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica que atuam em diferentes OM da região. A programação contemplou debates e orientações voltadas à atuação processual e administrativa, com ênfase na padronização de procedimentos e na troca de experiências práticas.

Para garantir maior alcance e eficiência, a capacitação foi realizada em formato híbrido. Além da participação presencial no plenário da Auditoria, os assessores puderam acompanhar as atividades por videoconferência, o que possibilitou a inclusão de representantes de diversas localidades da circunscrição.

A ação integra a política institucional de aproximação com os órgãos assessorados e reforça o compromisso da Justiça Militar da União com a qualificação contínua dos profissionais que atuam na interface entre as Organizações Militares e o Poder Judiciário Militar.

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A Auditoria da 10ª Circunscrição Judiciária Militar (10ª CJM), sediada em Fortaleza (CE), promoveu, no dia 12 de fevereiro de 2026, uma tarde de debates voltada aos Assessores Jurídicos de Organizações Militares (OM) das Forças Armadas.

O encontro foi realizado no plenário da unidade judiciária e conduzido pelo diretor de Secretaria, Jussiê Saldanha Fernandes Junior.

A iniciativa teve como objetivo central o aperfeiçoamento técnico dos assessores e o fortalecimento da integração institucional entre a Justiça Militar da União e as Organizações Militares localizadas na área de jurisdição da 10ª CJM, que abrange os estados do Ceará e do Piauí.

Participaram do evento assessores jurídicos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica que atuam em diferentes OM da região. A programação contemplou debates e orientações voltadas à atuação processual e administrativa, com ênfase na padronização de procedimentos e na troca de experiências práticas.

Para garantir maior alcance e eficiência, a capacitação foi realizada em formato híbrido. Além da participação presencial no plenário da Auditoria, os assessores puderam acompanhar as atividades por videoconferência, o que possibilitou a inclusão de representantes de diversas localidades da circunscrição.

A ação integra a política institucional de aproximação com os órgãos assessorados e reforça o compromisso da Justiça Militar da União com a qualificação contínua dos profissionais que atuam na interface entre as Organizações Militares e o Poder Judiciário Militar.

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A Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, Sexual e da Discriminação da Justiça Militar da União (Comprev) realizou, nesta semana, em Santa Maria (RS), uma das ações mais relevantes desde sua criação, em 2023. A cidade sediou a edição Sul do simpósio “Vozes Delas: escuta de todos”, iniciativa voltada à sensibilização e ao enfrentamento da violência de gênero no âmbito das instituições militares.

O evento ocorreu nos dias 10 e 11, na sede da 6ª Brigada de Infantaria Blindada, e reuniu mais de 200 militares de diferentes organizações militares da guarnição, entre oficiais e praças. A participação masculina foi majoritária — aspecto destacado pelos organizadores como estratégico para a difusão de uma mudança cultural estruturante no ambiente castrense.

Polo estratégico

Santa Maria ocupa posição singular no cenário da Defesa Nacional. Reconhecida como a segunda maior guarnição militar do país, a cidade concentra um dos maiores contingentes e a mais diversificada estrutura de unidades do Exército Brasileiro fora do Distrito Federal.

O município abriga dezenas de organizações militares — operacionais, logísticas, de ensino, de saúde e administrativas — reunindo mais de 17 mil militares. Entre as principais unidades sediadas estão a 3ª Divisão de Exército (3ª DE), Grande Comando Operacional; a 6ª Brigada de Infantaria Blindada;  regimentos de carros de combate, cavalaria mecanizada e artilharia; além de unidades logísticas, do Hospital Geral de Santa Maria e da Base Aérea.

A escolha da cidade para sediar o simpósio levou em consideração não apenas o volume de efetivo, mas também o momento institucional: 2026 marca o início do ingresso de mulheres como soldados recrutas voluntárias no Exército Brasileiro.

Abertura e contexto institucional

A abertura oficial foi conduzida pelo juiz federal da Justiça Militar Celso Celidônio, decano da magistratura militar, que se aposentará compulsoriamente em junho deste ano. O magistrado destacou o simpósio como uma das iniciativas mais significativas já promovidas pela Auditoria Militar de Santa Maria (3ª Auditoria da 3ª Circunscrição Judiciária Militar).

Em sua manifestação, enfatizou a responsabilidade institucional diante da ampliação da presença feminina nas fileiras do Exército. “A Comprev percorre o Brasil promovendo conscientização. E este evento ocorre justamente no momento em que as primeiras recrutas chegam às organizações militares, reforçando a responsabilidade de cada um em atuar como vetor de respeito e mudança cultural”, afirmou. 

O assédio à mulher militar

A palestra de abertura foi ministrada pela juíza federal da Justiça Militar Mariana Aquino, especialista no enfrentamento à violência de gênero nas Forças Armadas e nas forças de segurança pública. Com experiência anterior como militar por mais de nove anos, a magistrada abordou os desafios estruturais enfrentados pelas mulheres na carreira castrense.

Durante sua exposição, diferenciou juridicamente assédio moral, assédio sexual e importunação sexual, destacando os impactos dessas condutas na saúde mental, na trajetória profissional e na permanência das militares nas instituições.

Com base em pesquisas acadêmicas desenvolvidas em nível de mestrado e doutorado, apresentou casos reais ocorridos em ambientes militares e policiais, evidenciando situações de objetificação, abuso de hierarquia e constrangimento. Segundo ela, práticas como insinuações de cunho sexual, propostas indevidas, contatos físicos não consentidos, uso do posto ou função para constranger subordinadas, ameaças veladas e exposição reiterada da vítima configuram violações graves e comprometem o ambiente institucional.

“É para enfrentar esse tipo de prática que estamos aqui. O combate ao assédio exige informação, responsabilização e transformação cultural”, afirmou.

Debate interinstitucional

Ainda no primeiro dia, participaram como palestrantes a desembargadora federal Tânia Regina Reckziegel, ex-conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que abordou políticas institucionais de prevenção; o professor doutor Maique Ângelo Dezordi Wermuth, que analisou o fenômeno do assédio no contexto universitário; e a desembargadora do Tribunal de Justiça Militar do Rio Grande do Sul, Gabriela John dos Santos Lopes, que apresentou as medidas adotadas pela Brigada Militar e pelo Corpo de Bombeiros do Estado.

No segundo dia, representantes do Hospital Militar de Santa Maria, da Brigada Militar, da Base Aérea de Santa Maria e da Academia de Polícia Militar expuseram protocolos internos de prevenção e acolhimento às vítimas.

O juiz de direito Rafael Pagnon Cunha compartilhou a experiência da Vara da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Santa Maria, detalhando os fluxos processuais e as medidas protetivas aplicadas.

A professora Eni de Paiva, da Universidade Federal de Santa Maria, e a diretora de pessoal do Superior Tribunal Militar, Ana Cristina Pimentel, apresentaram marcos normativos e políticas institucionais de proteção em seus respectivos órgãos. A advogada Débora Yoelz trouxe a perspectiva do setor privado sobre mecanismos de compliance e enfrentamento ao assédio no ambiente corporativo.

Compromisso institucional

O simpósio reafirma a diretriz da Justiça Militar da União de atuar não apenas na repressão judicial de condutas ilícitas, mas também na prevenção criminal por meio da informação qualificada e da formação institucional.

Ao reunir magistrados, militares, acadêmicos e gestores públicos, o “Vozes Delas” consolida-se como espaço técnico de reflexão e compromisso com a promoção de ambientes organizacionais seguros, respeitosos e compatíveis com os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e da igualdade de gênero.

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A Corregedoria da Justiça Militar da União (JMU) realizou, entre os dias 9 e 11 de fevereiro de 2026, a Correição-Geral na Auditoria da 6ª Circunscrição Judiciária Militar (6ª CJM), sediada em Salvador (BA).

Os trabalhos foram abertos com a apresentação do corregedor, ministro Francisco Joseli Parente Camelo, que ressaltou a importância das correições para o fortalecimento da governança, do controle interno e da qualidade da prestação jurisdicional. A reunião contou com a presença das magistradas e dos servidores da Auditoria.

Na reunião inaugural, foram discutidos temas relacionados à estrutura organizacional da unidade, ao quadro de cargos efetivos, às novas nomeações, à execução orçamentária, ao plano de saúde, ao sorteio de conselhos, aos sistemas prisionais e às principais inconsistências identificadas no preenchimento de dados no sistema e-Proc.

No segundo dia, o ministro-corregedor e sua equipe reuniram-se com as magistradas e com o diretor de secretaria para examinar processos que impactam o cumprimento das metas nacionais do Poder Judiciário ou que apresentavam inconsistências nos registros eletrônicos. Também foram inspecionados livros obrigatórios e sistemas de controle administrativo e processual, a fim de verificar a conformidade com as diretrizes da Corregedoria.

O encerramento ocorreu no dia 11 de fevereiro, às 12h, com café da manhã institucional realizado na sede da Auditoria. O evento reuniu autoridades das Forças Armadas, além de representantes do Ministério Público Militar e da Defensoria Pública da União, com o objetivo de fortalecer a integração entre os órgãos que atuam junto à Justiça Militar da União.

Os resultados da Correição-Geral serão consolidados em relatório técnico, que será submetido ao Plenário da Justiça Militar da União, em sessão administrativa.

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A Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, Sexual e da Discriminação da Justiça Militar da União (Comprev) realizou, nesta semana, em Santa Maria (RS), uma das ações mais relevantes desde sua criação, em 2023. A cidade sediou a edição Sul do simpósio “Vozes Delas: escuta de todos”, iniciativa voltada à sensibilização e ao enfrentamento da violência de gênero no âmbito das instituições militares.

O evento ocorreu nos dias 10 e 11, na sede da 6ª Brigada de Infantaria Blindada, e reuniu mais de 200 militares de diferentes organizações militares da guarnição, entre oficiais e praças. A participação masculina foi majoritária — aspecto destacado pelos organizadores como estratégico para a difusão de uma mudança cultural estruturante no ambiente castrense.

Polo estratégico

Santa Maria ocupa posição singular no cenário da Defesa Nacional. Reconhecida como a segunda maior guarnição militar do país, a cidade concentra um dos maiores contingentes e a mais diversificada estrutura de unidades do Exército Brasileiro fora do Distrito Federal.

O município abriga dezenas de organizações militares — operacionais, logísticas, de ensino, de saúde e administrativas — reunindo mais de 17 mil militares. Entre as principais unidades sediadas estão a 3ª Divisão de Exército (3ª DE), Grande Comando Operacional; a 6ª Brigada de Infantaria Blindada;  regimentos de carros de combate, cavalaria mecanizada e artilharia; além de unidades logísticas, do Hospital Geral de Santa Maria e da Base Aérea.

A escolha da cidade para sediar o simpósio levou em consideração não apenas o volume de efetivo, mas também o momento institucional: 2026 marca o início do ingresso de mulheres como soldados recrutas voluntárias no Exército Brasileiro.

Abertura e contexto institucional

A abertura oficial foi conduzida pelo juiz federal da Justiça Militar Celso Celidônio, decano da magistratura militar, que se aposentará compulsoriamente em junho deste ano. O magistrado destacou o simpósio como uma das iniciativas mais significativas já promovidas pela Auditoria Militar de Santa Maria (3ª Auditoria da 3ª Circunscrição Judiciária Militar).

Em sua manifestação, enfatizou a responsabilidade institucional diante da ampliação da presença feminina nas fileiras do Exército. “A Comprev percorre o Brasil promovendo conscientização. E este evento ocorre justamente no momento em que as primeiras recrutas chegam às organizações militares, reforçando a responsabilidade de cada um em atuar como vetor de respeito e mudança cultural”, afirmou. 

O assédio à mulher militar

A palestra de abertura foi ministrada pela juíza federal da Justiça Militar Mariana Aquino, especialista no enfrentamento à violência de gênero nas Forças Armadas e nas forças de segurança pública. Com experiência anterior como militar por mais de nove anos, a magistrada abordou os desafios estruturais enfrentados pelas mulheres na carreira castrense.

Durante sua exposição, diferenciou juridicamente assédio moral, assédio sexual e importunação sexual, destacando os impactos dessas condutas na saúde mental, na trajetória profissional e na permanência das militares nas instituições.

Com base em pesquisas acadêmicas desenvolvidas em nível de mestrado e doutorado, apresentou casos reais ocorridos em ambientes militares e policiais, evidenciando situações de objetificação, abuso de hierarquia e constrangimento. Segundo ela, práticas como insinuações de cunho sexual, propostas indevidas, contatos físicos não consentidos, uso do posto ou função para constranger subordinadas, ameaças veladas e exposição reiterada da vítima configuram violações graves e comprometem o ambiente institucional.

“É para enfrentar esse tipo de prática que estamos aqui. O combate ao assédio exige informação, responsabilização e transformação cultural”, afirmou.

Debate interinstitucional

Ainda no primeiro dia, participaram como palestrantes a desembargadora federal Tânia Regina Reckziegel, ex-conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que abordou políticas institucionais de prevenção; o professor doutor Maique Ângelo Dezordi Wermuth, que analisou o fenômeno do assédio no contexto universitário; e a desembargadora do Tribunal de Justiça Militar do Rio Grande do Sul, Gabriela John dos Santos Lopes, que apresentou as medidas adotadas pela Brigada Militar e pelo Corpo de Bombeiros do Estado.

No segundo dia, representantes do Hospital Militar de Santa Maria, da Brigada Militar, da Base Aérea de Santa Maria e da Academia de Polícia Militar expuseram protocolos internos de prevenção e acolhimento às vítimas.

O juiz de direito Rafael Pagnon Cunha compartilhou a experiência da Vara da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Santa Maria, detalhando os fluxos processuais e as medidas protetivas aplicadas.

A professora Eni de Paiva, da Universidade Federal de Santa Maria, e a diretora de pessoal do Superior Tribunal Militar, Ana Cristina Pimentel, apresentaram marcos normativos e políticas institucionais de proteção em seus respectivos órgãos. A advogada Débora Yoelz trouxe a perspectiva do setor privado sobre mecanismos de compliance e enfrentamento ao assédio no ambiente corporativo.

Compromisso institucional

O simpósio reafirma a diretriz da Justiça Militar da União de atuar não apenas na repressão judicial de condutas ilícitas, mas também na prevenção criminal por meio da informação qualificada e da formação institucional.

Ao reunir magistrados, militares, acadêmicos e gestores públicos, o “Vozes Delas” consolida-se como espaço técnico de reflexão e compromisso com a promoção de ambientes organizacionais seguros, respeitosos e compatíveis com os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e da igualdade de gênero.

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No último dia 12, foi realizada, na 3ª Auditoria da 3ª Circunscrição Judiciária Militar (CJM), com sede em Santa Maria (RS), a cerimônia de posse da servidora Aline Oliveira Bellé, nomeada para o cargo de Analista Judiciária, área judiciária, do Quadro Permanente das Auditorias da Justiça Militar da União.

A nomeação decorre de aprovação no último concurso público do STM.

A cerimônia foi presidida pelo juiz federal da Justiça Militar Celso Celidônio, acompanhado pelo diretor de Secretaria, Mauro Cesar Maggio Sturmer.

Na ocasião, a empossada firmou o compromisso legal de exercer o cargo com lealdade, observando os deveres e atribuições funcionais, bem como as normas estabelecidas pelo Código de Ética da Justiça Militar da União.

Ao final, o magistrado deu as boas-vindas à nova analista judiciária, desejando êxito no desempenho de suas responsabilidades.

Todos os anos, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) monitora e avalia o desempenho dos tribunais na execução de políticas judiciárias por meio de indicadores de eficiência, gestão e organização de dados. O bom desempenho das Cortes é reconhecido anualmente com a concessão do Prêmio CNJ de Qualidade. Os critérios para a seleção deste e do próximo ano foram publicados e trazem algumas novidades com relação às edições anteriores.

A primeira modificação é exatamente o fato de que agora a portaria que regulamenta a honraria passou a ser bienal, neste caso com critérios únicos para os anos de 2026 e 2027. Outra atualização foi a criação de critérios específicos relacionados ao plano Pena Justa — criado para enfrentar a situação de calamidade nas prisões brasileiras —, bem como novos parâmetros voltados ao atendimento de pessoas idosas e à capacitação de equipes multiprofissionais.

Ao mesmo tempo, foram excluídos critérios cujo cumprimento já é considerado elevado ou que estavam duplicados em relação a outros itens com cálculos semelhantes. Na área da Saúde, a minuta prevê incentivo à conciliação, movimento alinhado a dados recentes apresentados durante o IV Congresso Nacional do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde (Fonajus), que apontam baixos índices de conciliação nesse campo.

As alterações apresentadas na Portaria CNJ n. 471/25 foram submetidas à consulta pública dirigida aos tribunais, que puderam apresentar impugnações aos critérios propostos. As contribuições foram recebidas até 3 de dezembro. Assim, os tribunais puderam se manifestar, de forma justificada, sobre os pontos propostos no documento. 

Participação

A análise das contribuições contou com a participação de conselheiras e conselheiros integrantes da Comissão Permanente de Gestão Estratégica, Estatística e Orçamento, do secretário de estratégia e projetos, de juízas e juízes coordenadores do Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ) e do Departamento de Gestão Estratégica (DGE), além da direção executiva do DPJ e da direção do DGE.

Assim, ao conceder o reconhecimento, o CNJ estimula os tribunais a desenvolverem mecanismos de governança e gestão, além de aprimorarem a prestação jurisdicional, a transparência e a melhoria na prestação de informações. Ao mesmo tempo, a premiação incentiva o aperfeiçoamento do Sistema de Estatísticas do Poder Judiciário e dos serviços de tecnologia da informação do Poder Judiciário, fomentando o desenvolvimento de subsídios que auxiliem o planejamento estratégico e a formulação das metas nacionais.

Eixos temáticos

Concedido nas categorias Diamante, Ouro e Prata, a premiação também é definida pelo porte e segmento da Justiça: Estadual, Federal, do Trabalho, Militar Estadual, Eleitoral e Tribunais Superiores. Os tribunais concorrem de acordo com sua categoria, sendo selecionados os que atingirem maior percentual nos quatro eixos a serem avaliados. Cada tribunal premiado recebe uma logomarca eletrônica, que pode ser exibida nos respectivos sítios eletrônicos até a concessão do Prêmio CNJ de Qualidade referente ao ano seguinte.

Os quatro eixos temáticos são: Governança, Produtividade, Transparência e Dados e Tecnologia. O primeiro eixo abrange aspectos da gestão judiciária relacionados às práticas de controle, planejamento e desenvolvimento institucional dos tribunais, bem como a atuação na implementação de políticas judiciárias específicas. Para pontuação nesse aspecto, são avaliados 25 quesitos.

Entre eles estão o cumprimento da Política Nacional de Priorização do Primeiro Grau e atender ao disposto na Resolução CNJ n. 219/16 e na Resolução CNJ n. 195/14, que dispõem sobre a distribuição de servidores, de cargos em comissão, de funções de confiança e de orçamento nos órgãos do Poder Judiciário de primeiro e segundo grau, respectivamente.

A realização de atividades com ampla participação de magistrados e de servidores de todos os graus de jurisdição, contribuindo para uma gestão participativa e democrática na elaboração das metas nacionais do Poder Judiciário, também é avaliada nesse eixo.

O segundo eixo, com 15 quesitos sobre produtividade, abrange aspectos da gestão judiciária relacionados ao cumprimento das metas nacionais, à celeridade processual, à redução de acervo e ao incentivo à conciliação. O Eixo Transparência engloba aspectos da gestão judiciária relacionados ao atendimento à cidadã e ao cidadão e à disponibilização de informações públicas como mecanismos de transparência ativa. Já no quarto e último eixo, Dados e Tecnologia, são avaliados aspectos relacionados à capacidade de gestão da informação e de implementação de soluções tecnológicas para a adequada prestação jurisdicional.

A comissão avaliadora será apoiada pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ). Os resultados serão enviados para as presidências dos tribunais, com a especificação da pontuação obtida em cada requisito. O resultado do Prêmio CNJ de Qualidade será publicado no site do CNJ e a outorga aos premiados ocorrerá durante o Encontro Nacional do Poder Judiciário, em dezembro.


Agência CNJ de Notícias

A Auditoria da 12ª Circunscrição Judiciária Militar (12ª CJM), sediada em Manaus (AM), realizou, no dia 13 de janeiro de 2026, a cerimônia de posse de Igor Daniel Nogueira Corrêa, aprovado em concurso público do Superior Tribunal Militar (STM).

O novo servidor tomou posse no cargo de técnico judiciário, área administrativa, passando a integrar o Quadro Permanente da Secretaria das Auditorias da Justiça Militar da União, com lotação na Auditoria da 12ª Circunscrição Judiciária Militar.

A solenidade foi presidida pelo juiz federal da Justiça Militar Ataliba Dias Ramos, titular da 12ª CJM. Na ocasião, o empossado firmou o compromisso legal de exercer o cargo com lealdade, observando os deveres e atribuições funcionais, bem como as normas estabelecidas pelo Código de Ética da Justiça Militar da União.

A nomeação decorre de habilitação em concurso público e foi formalizada por ato da Presidência do STM, publicado no Diário Oficial da União. Durante o procedimento de posse, foi apresentada e conferida toda a documentação exigida, conforme processo administrativo próprio, com o cumprimento integral dos requisitos legais.

Igor Daniel Nogueira Corrêa exercerá as atribuições inerentes ao cargo nos termos da legislação vigente, especialmente a Lei nº 8.112/1990 e a Lei nº 11.416/2006, que regem o regime jurídico dos servidores públicos federais e as carreiras do Poder Judiciário da União.

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O Superior Tribunal Militar (STM) realizou, neste mês de janeiro, a cerimônia de posse dos novos servidores, que passam a ocupar cargos de analista e técnico judiciário.

Além de apresentar o ambiente de trabalho, a Diretoria de Pessoal (DIPES) vem desenvolvendo o programa de ambientação, com o objetivo de integrar os recém-empossados e prepará-los para a rotina e o cotidiano institucional.

Iniciativas como o Programa de Ambientação da Justiça Militar da União (PROAMB) e a capacitação no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) fazem parte da programação de acolhimento destinada aos novos servidores. Com duração de cinco dias, as atividades são realizadas atualmente de forma on-line, por meio da plataforma EAD, e aplicadas exclusivamente no âmbito do Superior Tribunal Militar.

O aplicativo Respeito em Jogo também se destaca como ferramenta relevante no processo de ambientação, ao estimular a identificação e a reflexão sobre atitudes e comportamentos no cotidiano profissional.

Segundo a coordenadora Mônica Magalhães, o programa prioriza o bom acolhimento dos novos servidores por meio do diálogo e da análise de perfil ao longo da ambientação.

De acordo com ela, a proposta é apresentar uma visão institucional do órgão e reforçar a importância do feedback como ferramenta para o desenvolvimento profissional.

“A gente procura dar uma visão do órgão para eles e destacar a importância de receber feedbacks para a evolução, para que possam ingressar mais preparados”, explica.

Além disso, a nova servidora Rayssa Menezes, ocupante do cargo de técnica judiciária, destacou a experiência positiva com o programa de ambientação e as expectativas em relação à atuação no STM.

Para a recém-chegada, os módulos voltados à apresentação da estrutura do Tribunal contribuíram significativamente para sua adaptação.

“Eu gostei bastante. Uma coisa que achei legal também foram os dois módulos sobre a estrutura do Tribunal. Já entrei com uma boa expectativa e estou gostando bastante”, afirma.

Ao investir na formação inicial, no diálogo e no acolhimento dos recém-empossados, o STM contribui para uma adaptação mais segura e qualificada, fortalecendo o desempenho profissional e a identificação dos novos servidores com a missão e os valores da Justiça Militar da União.

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