Ministro Almirante Alexandrino Faria de Alencar

 
 

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Almirante Alexandrino Faria de Alencar

Dados Biográficos

Nascimento - 12 de outubro de 1848, em Rio Pardo - RS.

 

Filiação - Alexandrino de Mello Alencar e Anna Ubaldina de Faria.

 

Formação e atividades principais - Praça de Aspirante a Guarda Marinha, em 28 de fevereiro de 1865; Guarda-Marinha a 30 de novembro de 1868; promovido a Segundo-Tenente a 28 de dezembro de 1870; promovido a Primeiro-Tenente em 24 de dezembro de 1873 e a 06 de junho de 1885 foi promovido a Capitão-Tenente.

Dentre as principais funções exercidas na Marinha do Brasil podem ser destacadas as seguintes:

Comandante Geral das Torpedeiras; Comandante Geral das Torpedeiras; Comandante do Encouraçado “Riachuelo”; Comissão em Buenos Aires; Comandante Geral das Torpedeiras; Comandante da Divisão da Torpedeiras; Comandante da Divisão do Norte; Nomeado para servir na Divisão Naval de Montevidéu; Imediato do Encouraçado “Bahia”; Imediato da Canhoneira “Henrique Martins”; Secretário e Ajudante de Ordens do Comando da Força Naval do Rio Grande do Sul; Instrutor de Artilharia do Batalhão Naval; Adido Militar à Missão Especial da China; Ajudante da Diretoria de Artilharia; Designado para seguir para a Província de Mato Grosso, a fim de montar a Oficina de Torpedos do Arsenal de Marinha de Ladário; Funções de Imediato das Torpedeiras; Comandante Geral das Torpedeiras; Imediato do Cruzador “Almirante Barroso”; Imediato do Encouraçado “Riachuelo”; Capitão do Porto da Província do Ceará; Comandante da Escola de Aprendizes Marinheiros do Ceará; Comandante do Cruzador “Primeiro de Março”

Republicano de convicções comandou a tropa a 15 de novembro de 1889, marchando para o Campo de Santana. Vitorioso o movimento chefiado pelo Marechal Deodoro, coube a Alexandrino de Alencar a tarefa de comboiar o “Alagoas”, que levava para o exílio o Imperador e sua família.

No Governo Floriano, adere à revolta da Armada, comandando o “Aquidaban”.

Anistiado, voltou ao serviço ativo da Armada. Foi promovido por merecimento a Capitão-de-Fragata em 08 de maio de 1890; a 27 de setembro de 1899 foi promovido a Capitão-de-Mar-e-Guerra Graduado, a 14 de novembro de 1900, promovido a Capitão-de-Mar-e-Guerra Efetivo e a 31 de dezembro de 1902 foi promovido a Contra-Almirante.

Eleito Senador Federal pelo Amazonas, foi empossado em 1906. No Senado, opôs-se à criação do Arsenal de guerra em Jacueganga, batendo-se pela renovação do poder naval.

Na presidência Afonso Pena, renunciou o Mandato de Senador quando foi nomeado Ministro da Marinha completando o período presidencial com o Vice, Nilo Peçanha, após a morte do Presidente.

Promovido a Vice-Almirante Graduado em 05 de janeiro de 1908, e a 28 de abril de 1909 foi elevado a Vice-Almirante Efetivo. Promovido a Almirante Graduado em 29 de maio de 1914 e reformado no posto de Almirante em 19 de outubro de 1916.

Na Presidência de Venceslau Brás foi novamente Ministro da Marinha por decreto de 02 de agosto de 1913 e ao deixar a pasta voltou ao Senado.

Mais uma vez foi Ministro no governo Artur Bernardes, já graduado Almirante, não terminando o período, em virtude de seu falecimento.

Com seu lema “Rumo ao Mar”, reformou as repartições da Marinha, iniciou a construção de frota de guerra, consertou navios, etc.

 

Condecorações - Cavaleiro da Ordem de São Bento de Aviz em 30 de setembro de 1884 e Medalha Militar de Ouro em 27 de agosto de 1902.

 

Atividades no STM - Nomeado Ministro do Supremo Tribunal Militar, atual Superior Tribunal Militar por decreto de 17 de junho de 1909, tomou posse e entrou em exercício a 23 do mesmo mês e ano. Apresentou-se, por ter chegado da Europa, onde se achava em comissão, a 29 de agosto de 1913. Por decreto de 02 de agosto do mesmo ano foi nomeado Ministro da Marinha. Apresentou-se a 16 de novembro de 1918, por ter deixado o cargo de Ministro da Marinha. Por decreto de 24 de novembro de 1920, foi declarado em disponibilidade de acordo com o art. 3º das Disposições Transitórias do Código de Organização Judiciária e Processo Militar, deixando por isso o exercício do referido cargo, a 26 do aludido mês de novembro.

Falecimento - 18 de abril de 1926.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

LAGO, Laurênio. Conselheiros de Guerra, Vogais e Ministros do Conselho Supremo Militar - Ministros do Supremo Tribunal Militar: dados biográficos 1808-1943. Rio de Janeiro: Imprensa Militar, 1944. p. 31.

PALHA, Américo. Soldados e Marinheiros do Brasil, Biblex, v. 18, n. 223, 1762.
p. 363-67.

SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR. Diretoria de Documentação e Divulgação (Org.). Coletânea de Informações: Alexandrino Faria de Alencar. Brasília: DIDOC, Museu, 2007.

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