A Justiça Militar da União (JMU) marcou presença na 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW70), realizada na sede das Nações Unidas, em Nova York.
A juíza federal da Justiça Militar Mariana Aquino e a servidora e assessora da presidência do STM Mariana Ferrer integraram a comitiva brasileira representando a JMU e participaram de uma série de agendas voltadas ao acesso à justiça, liderança feminina e enfrentamento ao assédio no ambiente de trabalho.
Um dos compromissos foi o "Women Judges Holding the Line: Strengthening Women’s Justice Leadership Through the Gender Justice Platform" (tradução livre: “Juízas na Linha de Frente: Fortalecendo a Liderança das Mulheres na Justiça através da Plataforma de Justiça de Gênero). O evento paralelo reuniu magistradas de diversas nacionalidades para discutir o fortalecimento da presença feminina em cargos de decisão no Judiciário.
Durante a conferência, Mariana Aquino realizou a entrega oficial da versão em inglês da cartilha “Conhecendo a Proteção Jurídica à Mulher Militar” à diretora executiva da International Association of Women Judges (IAWJ), Sarah Turberville.
"Trata-se de uma iniciativa fundamental para a disseminação de informações sobre os direitos e mecanismos de proteção às mulheres no contexto das Forças Armadas, reafirmando o papel da cooperação internacional na construção de sistemas mais justos", destacou a magistrada.
Além das agendas institucionais, a juíza Mariana Aquino ministrou uma palestra na John Jay College of Criminal Justice. O debate teve como base as pesquisas apresentadas em sua obra, o “Manual Antissédio no Trabalho”.
A apresentação abordou resultados práticos sobre a prevenção e o enfrentamento da discriminação em ambientes profissionais, conectando a teoria acadêmica à experiência prática da magistrada na Justiça Militar brasileira.
“Ao longo dos dias, vivenciei uma troca riquíssima de experiências com representantes de diversos países, em diálogos plurais, qualificados e comprometidos com a promoção de direitos e com o fortalecimento de sistemas de justiça mais acessíveis, inclusivos e sensíveis às desigualdades”, afirmou a juíza da JMU.



